VH1 faz review de "Talk That Talk"






























A VH1, assim como outros meios de comunicação, teve a oportunidade de ouvir "Talk That Talk" e divulgou uma review sobre o álbum:

“Talk That Talk” de Rihanna é o álbum POP mais sujo [no sentido de obsceno] desde o Erotica de Madonna. Na verdade, esqueça isso. O novo álbum da Rihanna, “Talk That Talk”, é o álbum “pop” mais sujo que nós já ouvimos. Nós escutamos todas as 11 faixas da versão standard do álbum, que chega às lojas no dia 21 de novembro, no início desta tarde, aqui na nossa sede na Times Square, e podemos confirmar que todos os presentes deixaram a sala com as bochechas vermelhas após passarem por longos momentos de constrangimento. 

Agora, isso não quer dizer que Rihanna gravou a versão feminina de “As Natsy As The Wanna Be; não é simplesmente um caso de sexo explícito (embora,  num momento durante a faixa “Birthday Cake”, produzida por The-Dream, ela proclama: “Eu quero f*der contigo agora”). Em vez disso, Talk That Talk cotinua a conversa que Rihanna iniciou com o seu single “S&M” (do “LOUD”). Rihanna e a sua parceira Ester Dean (que escreveu ou co-escreveu pelo menos 5 música do álbum), fizeram juntas músicas que não só exala o sexo, mas que gira quase exclusivamente à volta disso.

Pego na quinta faixa do álbum, “Cockiness”, como exemplo. A produção de Bangladesh, que soa como uma música antiga dos Neptunes, começa com Rihanna a falar para o seu namorado Eu quero que tu sejas o meu escravo sexual” e contém o refrão: “Eu gosto quando provas isso”. Não pára por aí. Talvez na linha mais memorável do álbum, Rihanna canta ao seu perceiroChupa a minha imprudência, lambe a minha persuasão”. Esta frase, que fez com que todas as pessoas na sala dessem uma risada nervosa, é uma música que faria até mesmo a famosa protagonista da música de Prince, “Darling Nikki“, gritar. 

Também não é apenas esta faixa. Na produção de Stargate, “Rock Me Out”, RiRi reclama: ”Tu estás a demorar demais para colocar a minha cabeça no chão e os meus pés nas nuvens”, antes de murmurar, Eu tenho sido uma rapariga má, querido”. E durante “Watch N' Learn”, produzida pelo promissor Hit-Boy, ela vai fundo e detalha como ela quer que aconteça na cama, no chão e no sofá, antes de virar o jogo e não tão sutilmente instruir “É a tua vez agora. Observa e aprende agora, observa e aprende como”. Acredite, as coisas que ela está a ensinar nesta música certamente não são ensinadas nas escolas (pelo menos não sem uma permissão assinada pelos pais).

Com tudo isto dito, este álbum soa possivelmente INCRÍVEL e sem dúvidas, continuará o domínio de Rihanna nas paradas por, no mínimo, o próximo ano. “Where Have You Been”, que foi escrita por Dr. Luke e Ester Dean e produzido por Calvin Harris, quase certamente será o maior hit de Rihanna nas discotecas desde “Don’t Stop The Music”. O refrão contem uma transição com uma pegada dance que vai impressionar as pessoas na pista de dança das discotecas em todo o mundo, e o baixo na música é monstruoso (no bom sentido!), vai fazer com que queiras trocar todas as tuas caixas de som por outras mais potentes.

Já escrevemos seis parágrafos sobre o álbum, mas temos de ao menos mencionar os vocais de Jay-Z na quarta canção do álbum e faixa-título, “Talk That Talk”, que não é exatamente o nível de “Umbrella”, mas é certo que chegará ao Top 10 da Billboard quando a gravadora decidir lançar como single.

E “Drunk On Love”? Esta música vai agradar aos hipsters de Williamsburg. É uma construção baseada na música “Intro”, de The XX’s, que instantaneamente traz credibilidade indie, mas Stargate pega na melodia de Jamie XX’s e de forma inteligente transforma a batida em algo muito grande que os fones de ouvido do teu iPod estão quase garantidos que vão explodir!

Enquanto o Talk That Talk de Rihanna não é um álbum que vais querer ouvir com as crianças na sala, é de longe o álbum mais coesivo de Rihanna até agora. Não é um álbum conceitual, mas a consistência temática das letras deste álbum e as épicas paisagens sonoras que Stargate, Calvin Harris e a equipa criou para este álbum faz dele, do início ao fim, o mais foneticamente satisfatório dos seus seis álbums já lançados.

Tem pelo menos 5 ou 6 singles que têm capacidade de causar um grande impacto nas paradas musicais (“We Found Love” já atingiu a primeira posição), e, com tudo isto dito, devemos colocar Rihanna lado a lado com Beyoncé na corrida como a artista feminina mais bem sucedida da sua época (sem mencionar, dar-lhe a placa ao lado de Madonna no Hall da Fama por ser a artista feminina mais sexualmente provocante de todo o tempo!).